Para quem gosta de caminhos criativos

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15-11-2010 22:44

Estimular a criatividade

" Era uma vez uma galinha branca que punha ovos azuis...

Ovos azuis? - reclamou a professora, indignada, interrompendo a leitura da minha redacção, enquanto a turma se agitava em risinhos de troça e segredinhos maliciosos.

Ovos azuis, sim, senhora professora - respondi eu. - A minha galinha põe ovos azuis.

A menina está a brincar comigo? Já viu alguma galinha pôr ovos azuis? Sente-se imediatamente e faça já outra redacção.

Voltei para o meu lugar, de cabeça erguida, enfrentando a galhofa da turma.

Não baixei os olhos. Apenas os senti escurecer, num desafio.

Durante o recreio fiquei na aula, de castigo. Mas não fiz outra redacção.

Quando, depois do "toque", a professora me chamou para que lesse em voz alta a Segunda versão, comecei:

Era uma vez uma galinha branca que punha ovos brancos, só porque não a deixavam pôr ovos azuis..."

10-09-2010 22:06

Os oito passos para a solução criativa de problemas


 

  1. Define o problema. Examina atentamente os sintomas e outras informações.
  2. Obtem todas as informações relevantes possíveis, inclusive adversas e impressões favoráveis.
  3. Analisa todas as opções possíveis, indo além do que é óbvio e dando ênfase à quantidade.
  4. Estuda as vantagens e desvantagens de cada opção, dando agora ênfase ao seu valor.
  5. Faz uma pausa para permitir que as tuas ideias intuitivas fortaleçam o teu trabalho. Se deixares, a tua mente lembrará informações e impressões armazenadas nela.
  6. Toma uma decisão.
  7. Solta a fantasia. Pensa rapidamente no que acontecer de pior ou de melhor decorrente da decisão tomada.
  8. Põe em prática a tua decisão e avalia o resultado.

 

"Aprendendo a seguir este progresso, você não pode evitar a conjugação do raciocínio analítico e lógico com o raciocínio criativo e imaginativo."

20-06-2010 13:15

Estimule a criatividade visitando os museus

 

 

Museu Gulbenkian

 

O Museu Gulbenkian é um dos nossos melhores museus. Da arte do Antigo Egipto aos nossos dias, encontra informações sobre peças artísticas de valor mundial.

 

 

http://www.museu.gulbenkian.pt/


Musée du Louvre


Museu de referência mundial, conheça a arte da Antiguidade aos nossos dias neste site muito bem estruturado... não se esqueça de fazer uma visitinha à Mona Lisa...

http://www.louvre.fr/

 

 

 

Bauhaus Archiv

 

Ninguém duvida do papel da Bauhaus no Design moderno e funcionalista. O Arquivo da Bauhaus mostra-lhe um pouco da sua história e do que lá foi produzido.

http://www.bauhaus.de/



O Vale dos Reis


Se é um apaixonado do Antigo Egipto, este é um site que vale a pena visitar, mas mesmo muito... viagens virtuais, fotografias, plantas, etc. estão à sua disposição.

 

http://www.thebanmappingproject.com/

 

 

Whitney Museum of American Art

 

Museu de Arte Americana: conheça os eventos, exposições, a colecção deste museu de Nova Iorque.

 http://www.whitney.org/

 

Frank Lloyd Wright

 

 

As melhores obras do génio da arquitectura moderna ilustradas e planificadas neste site. Incluem-se importantes ainda apontamentos da sua vida.

 

http://www.pbs.org/flw/

 

Notre-Dame du Haut

 

Esta obra prima de Le Corbusier encontra-se bem ilustrada neste site, onde pode ainda seguir um percurso virtual para melhor conhecer o seu espaço arquitectural.

http://www.demel.net/ronchampthumb.html

 

 

20-05-2010 13:09

Organizações Criativas

A capacidade de uma organização inovar, desenvolver e sustentar a criatividade dos seus colaboradores é um factor - chave para a sua força e sobrevivência.

A criatividade embora presente na maioria das pessoas necessita ser estimulada, motivada e induzida. Caberá às organizações a responsabilidade de a treinar e exercitar. No entanto, por um lado, nem todas as organizações desempenham igualmente bem esse papel e, por outro, nem todas se encontram dispostas a aceitar as consequências de ter mais criativos na sua organização, na medida em que se associa frequentemente indivíduos mais criativos a posturas não - conformes às regras e a comportamentos de irreverência face à autoridade e aos procedimentos instituídos.

As empresas privadas, porque muito sujeitas às leis da concorrência, despertaram mais cedo para a necessidade da criatividade como ponto de partida para o seu progresso.

As organizações ditas mais incentivadoras da criatividade tendem a ser mais pequenas, com menos níveis hierárquicos, menos burocráticas e a incluir na sua estratégia global objectivos de inovação e criatividade. As razões prendem-se com maiores flexibilidade, rapidez de resposta ao mercado, grau de envolvimento dos fundadores, proximidade das bases ao topo permitindo o livre fluxo de ideias, e tolerância face aos erros e aos avanços e recuos do desenvolvimento das inovações por parte dessas organizações.

As organizações de grandes dimensões que pretendam aumentar a criatividade dos seus colaboradores e a sua capacidade inovadora, necessitam de desenvolver:

  • Uma Estratégia de apelo à criatividade e inovação;
  • Um Estilo de Liderança baseado: no envolvimento e compreensão por parte da gestão na inovação; numa atitude de "impaciência propositada" no sentido de as hierarquias não aceitarem fácilmente as justificações de inércia tradicionais; no encorajamento da participação nos processo de tomada de decisão, tomada de iniciativas e autonomia; na prática de uma gestão permissiva, não - coerciva e não - avaliativa;
  • Uma Cultura Organizacional baseada no inconformismo, coragem para inovar, desejo de mudança;
  • Um Ambiente de Trabalho tolerante face a atitudes ou a personalidades divergentes, que facilite o acesso aos recursos apropriados favoráveis ao desenvolvimento de novos projectos no que respeita a meios, informação, fundos e contactos, que forneça as respostas e recompensas adequadas ao trabalho criativo, nomeadamente publicidade, divulgação das ideias e recompensas pecuniárias e que dê aos criativos alguma liberdade e controlo sobre o próprio trabalho e ideias.


O pressuposto de que ambientes muito burocratizados são inibidores da criatividade, baseia-se num outro pressuposto – o de que os criativos são normalmente pessoas anti - conformistas, lúdicas e independentes. No entanto, esta relação de causa - efeito não encontra sustentação empírica, na medida em que foi possível provar que em ambientes muitos informais a produção criativa decrescia.

São frequentes as referências à dificuldade que certos criativos têm em trabalhar integrados em organizações, quaisquer que sejam os seus constrangimentos. No entanto, importa salientar que o desejo de autonomia não é necessariamente sinónimo de criatividade. Por vezes, certos indivíduos muito criativos desejam trabalhar inseridos em organizações na medida em que essa situação lhes dá uma maior segurança. Noutros casos encaram como um estímulo positivo constrangimentos como a definição de prazos – limite para a conclusão dos trabalhos.

Definir o ambiente de trabalho mais propício ao desenvolvimento da criatividade implica encontrar o justo equilíbrio entre respeito pelas especificidades dos criativos e os objectivos da Organização.
      

O artigo de Pilar Mosquera pode ser visto aqui
 

18-04-2010 18:00

"A Qualidade (da) Criatividade"


Qualidade é uma palavra extremamente usada em todo os discursos político e empresarial e em muitos discursos da Educação. Corre, por isso, o risco de perder o seu amplo significado. Filósofos, desde o tempo de Platão e Arisóteles, interessaram-se pelo debate acerca da definição de qualidade ou de excelência e perceberam o quão difícil é chegar a uma noção objectiva e universal. "A complexidade e ambivalência do conceito de qualidade revela-se na sua convivência com os termos de eficácia e de excelência; sinónimos, por vezes, traduzindo uma certa gradação entre eles" (Sanches, 1997). Situado numa encruzilhada de perspectivas, torna-se "bastante difícil definir tal conceito. Para alguns representa algo de utópico; finalidade desejável, sim, mas inatingível. Para outros não é possível nem necessário defini-la. Quando existe, ela é visível, imprime marca original" (Sanches, 1997), detecta-se, prova-se, sabemos o que ela é.

Outra palavra muito usada nos dias de hoje é criatividade. Esta temática ganha hoje especial interesse por diversas razões. A sociedade actual exige de todos um constante papel de auto-aperfeiçoamento e de resolução criativa de problemas. Vive-se, nos tempos presentes, "a sociedade da criação" (Portnoff, 1992). Os conhecimentos renovam-se rapidamente, em consequência dos progressos científicos e tecnológicos. Já não basta trabalhar bem, é preciso fazê-lo cada vez melhor. Há que desenvolver (as) capacidades que ajudem os indivíduos a mais facilmente se adaptarem a novas circunstâncias e situações. Há que apelar à nossa inteligência, mas também à nossa criatividade. "Já só é possível funcionar com eficácia se a acção for baseada em todas as potencialidades das pessoas. Desenvolver o nosso potencial criativo é mesmo urgente" (Portnoff, 1992).

Interessa-nos, pois, equacionar o papel que a criatividade desempenha ou pode desempenhar no espaço do sucesso ou do insucesso dos nossos alunos e na qualidade do nosso sistema de ensino. Interessa-nos, ainda, discutir se a escola, como expressão do sistema social, estiola ou favorece a aptidão da criatividade.
 

 O artigo de Vitor Manuel Tavares Martins pode ser lido aqui
 

16-03-2010 12:43

A Criatividade no Processo de Ensino-Aprendizagem

Manuel Rivas, articulista do jornal El País, escreve estas palavras elucidativas e perspicazes a propósito da profissão de professor: "Ser professor não exige apenas um título académico. Um bom professor do ensino básico e secundário tem que ter o carisma de um presidente do Governo, o que está certamente ao seu alcance; a autoridade de um custódio, o que já se torna mais difícil, e os talentos combinados de um psicólogo, um palhaço, um DJ, um ajudante de cozinheiro, um puericultor, um mestre budista e um comandante da Kfor. Conheço uma professora de Ciências Naturais que apenas desarmou os seus alunos quando demonstrou uns invulgares conhecimentos futebolísticos, o que lhe permitiu abordar com entusiasmo a evolução das espécies. E um professor de Matemática que conseguiu conquistar a audiência quando interpretou um rap de Public Enemy Number One." (El País Semanal, 2 de Abril de 2000)

Segundo este texto, o bom professor deverá ser polivalentemente criativo. Ao contrário das outras profissões, em que a criatividade é determinada pelo tipo de especialização exigida para o tipo de função desempenhada, na profissão de professor é necessário revelar uma grande capacidade de representação e uma perspicácia na detecção das necessidades e motivações dos alunos com o objectivo de interessar e conseguir a participação de uma audiência em que, frequentemente, a capacidade de concentração e atenção se orienta para outros horizontes, eventualmente mais atractivos do que o do processo de ensino-aprendizagem.

O papel do professor consistirá, portanto, em tornar apelativo e, mesmo atractivo, o que, em princípio, pode parecer cinzento e descolorido, sem cair, no entanto, na facilidade gratuita. Isto significa que deve conhecer minimamente o universo em que se movem os seus alunos, um universo muito subordinado aos meios audiovisuais, às estrelas do pop-rock e às mutações contínuas das modas, a fim de lhes despertar uma criatividade, cada vez mais submergida num mundo em que os jovens se reduzem a alvos de estratégias publicitárias que os reduzem ao papel de meros consumidores passivos. Deve partir-se, então, desse universo, que não difere substancialmente da caverna platónica, para o transformar, elevando os alunos à dimensão do conhecimento e da consciência do mundo em que estão inseridos. Só assim se poderão transformar em sujeitos activos e empreendedores e em cidadãos empenhados na resolução dos problemas colectivos.

Não está em causa a criatividade do aluno, pois todos os seres humanos são criativos, embora alguns o sejam mais do que outros. Em geral, acontece que a maior parte dos indivíduos não têm possibilidade de manifestar livremente a sua criatividade durante toda a sua existência, já que desempenham uma tarefa laboral repetitiva, monótona e dependente das ordens que recebem das chefias. A criatividade manifesta-se, antes de tudo, pela capacidade de inovar e de resolver problemas inesperados, bem como pela capacidade de decidir autonomamente e, sobretudo, pelo inconformismo: não aceitar passivamente tudo aquilo que a tradição, a moda e as opiniões dominantes pretendem impor incondicionalmente.

 

O papel do professor é contribuir para o florescimento destas potencialidades criativas dos alunos, orientando-as e canalizando-as para a intervenção social e cívica, para a criação de cidadãos activos e empenhados, que nunca são submissos nem conformistas. Como diz Piaget, o inconformismo é a escola do génio: "Ao comparar o trabalho dos indivíduos com o seu antigo comportamento de adolescentes, apercebemo-nos, geralmente, de que aqueles que, entre os 15 e 17 anos, nunca construíram sistemas inserindo o seu programa de vida num vasto conjunto de reformas, ou aqueles que, ao primeiro contacto com a vida material, sacrificaram de pronto o seu ideal quimérico aos seus novos interesses de adultos, não foram os mais produtivos. A metafísica própria do adolescente, assim como as suas paixões e a sua megalomania, são assim preparações reais para a criação pessoal, e o exemplo do génio demonstra que há sempre continuidade entre a formação da personalidade, a partir dos 11 ou 12 anos, e a obra ulterior do homem" (Piaget, Jean - Seis Estudos de Psicologia, Lisboa, 1983, pág. 101).

O artigo de Joaquim Jorge Veiguinha pode ser visto aqui
         

 

12-02-2010 00:00

Como ampliar o potencial criativo


 

É plenamente possível que uma pessoa se torne mais criativa. Os principais resultados criativos não advêm de exercícios mentais que prometem aumentar o potencial de criação dos indivíduos de forma isolada, a exemplo de exercícios mentais com CDs ou fórmulas mirabolantes que apregoam sete ou oito lições para aprimorar a criatividade.

 

A criatividade humana revela-se a partir de associações e combinações inovadoras de planos, modelos, sentimentos, experiências e factos. A chave está em propiciar oportunidades e incentivar os indivíduos a buscar novas experiências, testar hipóteses e, principalmente, a estabelecer novas formas de diálogos, sobretudo, com pessoas de outras formações, tipos de experiências e cultura. Alguns indivíduos altamente criativos já apresentam naturalmente esse padrão de comportamento curioso, investigativo, votado à experimentação, à inovação e à busca persistente de pequenas e grandes nuances, seja nas suas áreas de interesse ou em terrenos não tão familiares, envolvendo outras culturas, tecnologias, idiomas. São pessoas que intuitivamente fazem o melhor exercício possível para o cérebro ao investir, de maneira consistente, na aprendizagem e no estímulo de diferentes capacidades cognitivas e sensoriais.

 

Em suma, embora seja impossível modificar algumas características essenciais das pessoas, podemos incentivar comportamentos, estilo de vida e formas de interacção com o mundo que permitam o desenvolvimento de novos padrões cognitivos e facultem aos indivíduos oportunidades de geração de insights criativos.

Referência: Artigo "É possível tornar-se uma pessoa mais criativa?", de José Cláudio C. Terra.

09-02-2010 00:00

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